Chiang Mai – capital cultural e espiritual

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Um dos lugares que eu simplesmente não poderia deixar de conhecer na Tailândia era Chiang Mai. Segunda maior cidade da Tailândia, também conhecida como a capital espiritual, já que a abriga mais de 300 templos, e cultural, por suas famosas feiras de arte.

Nosso tempo em Chiang Mai seria super contado e tinha três atrações que queríamos muito ver: elefantes, tigres e o Templo “Wat Doi Suthep”.

Para conseguir fazer tudo em 48 horas, optamos por contratar os serviços do Guia Pong (achei ele através de outros blogs – guidepong@yahoo.co.th). Ele fala inglês, sugere várias opções de turismo na região, organiza tudo muito bem e do jeitinho que o cliente quiser. Apesar de ter insistido um pouco para nos levar às compras, deixei bem claro que não tínhamos qualquer interesse em conhecer lojas e shoppings e assim foi feito.

Nosso pacote incluía ele nos buscar no aeroporto, o que acabou sendo muito prático, considerando que nosso voo atrasou. Mantivemos contato com ele via e-mail durante todo o tempo (não se usava whatsapp por lá naquela época) e, conforme horário reajustado, ele estava nos esperando no aeroporto e nos deixou no hotel.

Optamos pelo Charcoa Hotel próximo ao centro da cidade e ficamos super satisfeitos. Hotel pequeno, charmoso e o café da manhã é servido no bistrô anexo a ele, onde são vendidas as demais refeições, que também experimentamos e aprovamos.

No dia seguinte, a equipe do Ran-tong Save & Rescue Center passou no hotel para nos buscar para o passeio com elefantes.

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Primeiramente, já aviso que tenho consciência que, mesmo que mínima, há exploração animal nestes programas. O que tentamos fazer foi encontrar centros que não abusassem dos elefantes, não aceitamos quaisquer passeios que nos levassem para ver elefantes girando bambolê, pintando quadros etc.

Também procuramos passeios que se dedicassem, ao máximo, a observar os elefantes. O passeio foi de um dia inteiro e, em cima deles mesmo, durou meia hora apenas, o resto foi alimentando e dando banho etc.

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Nossa primeira opção era o Elephant Nature Park, que sequer permite andar nos animais, ou o Patara, mas eles já não tinham disponibilidade nas datas que podíamos.

Pelo que nos contaram,o Ran-tong Save & Rescue Center  é realmente um centro de resgate de elefantes que sofreram abusos em circos e fazendas. O preço é alto justamente para arrecadar dinheiro para comprar mais animais em situação de abuso e, também, para alimentá-los. Boa parte das pessoas que trabalha no local é voluntário e o tratamento dos animais é bem tranquilo, não vimos ninguém agredindo os animais ou obrigando-0s a entrar no rio, por exemplo, contra sua vontade.

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Indiquei esse centro para dois grupos de amigos que também tiveram essa impressão.

O passeio inclui uma aula sobre os elefantes, um almoço com comida local, uma volta sentado no elefante e termina com um belo banho de rio.

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A agência nos levou de volta para o hotel no final da tarde. Aproveitamos para bater perna pela cidade. Saímos do hotel em direção ao Tha Phae Gate, que foi um dos portões da cidade na época em que a cidade era toda murada. Ali na frente do portão tem uma feira no período da noite onde você pode comprar diversos artesanatos locais, artigos de decoração, roupas, lembrancinhas etc. Claro que também tem um monte de cadeirinhas para você sentar e fazer massagens! rs

Me explicaram que a feirinha é melhor ainda aos domingos (conhecida como Sunday Market) e aos sábados (conhecida como Saturday Market), pena que ficamos apenas de terça a quinta por lá. De toda forma, recomendo muito que comprem itens de decoração (elefantes, budas, quadros etc) por lá. Os preços são bem melhores do que em Bangkok e a variedade também é bem maior. Meu arrependimento foi não ter comprado nada por não ter espaço na mala…. ainda voltarei pra decorar minha casa toda.

De lá seguimos para o Night Bazaar, mas não gostamos do local. Parece mais um grande camelô. Resolvemos voltar ao hotel de tuk tuk e encerrar a noite.

No dia seguinte, Pong estava nos aguardando para nos levar para os passeios contratados. Já fizemos check out e deixamos as malas no carro dele pra facilitar a vida.

O passeio começou pelo Doi Suthep Temple (Wat Doi Suthep) que é simplesmente deslumbrante. O caminho para chegar lá é bastante sinuoso, mas vale a pena. Chegando lá, tem a opção de subir a escadaria a pé ou pegar um bondinho.

O Mr. Pong nos levou à bilheteria e rapidinho estávamos lá em cima apreciando a belíssima vista. Ficamos livres para explorar o templo e, quando nos cansamos, descemos a escadaria e nos encontramos com o guia.

Seguimos para o segundo motivo pelo qual fomos à Chiang Mai: Tiger Kingdom. Mais uma vez, sei que o local é de exploração animal e, por isso, muitas pessoas são contra a visita. Na época que pesquisei, tinha essa opção e um local próximo a Bangkok que era cuidado por monges, sendo que este foi fechado em 2016 por maus tratos aos animais. Espero que a fiscalização seja realmente boa e que no Tiger Kingdom não haja maus tratos.

Chegando lá tivemos que comprar o ingresso e escolher quais animais queríamos ver. Me arrependi muito de ter sido mão de vaca e deixado de pagar extra pelos filhotes. Nosso pacote com o guia incluía o almoço de buffet do parque então sentamos para almoçar em um restaurante com vista para os “bichinhos” enquanto aguardávamos a nossa senha.

Após o almoço, entramos para ver os animais. Na época que fomos, dava pra ver que os animais eram mais calmos do que o o esperado para tigres, ainda assim, os funcionários eram bem exigentes quanto a como e onde tocar os tigres, de forma a não agredir e nem assustá-los.

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Os filhotes já são bem mais espertos e brincalhões. Creio que nessa idade ainda não seja necessário dopar os animais para deixá-los perto dos visitantes.

Saímos de lá para conhecer as “mulheres girafa” que, na verdade, são pessoas da tribo Karen Long Neck “refugiadas” do Myanmar.

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Nosso guia explicou que o dono da fazenda onde essa tribo vem se refugiando utiliza do trabalho escravo deles, pois essa população, uma vez que abandonou seu país de origem, jamais poderá retornar.

Essa população também não é reconhecida pela Tailândia como cidadãos. Portanto, ficam completamente à mercê de pessoas como esse fazendeiro que os acolhe, mas, em troca, os obriga a trabalhar e se expor como em um circo.

Nota-se a tristeza no olhar das mulheres, que são as que ficam expostas. O sorriso sai apenas quando elas acham que vão te vender alguma coisa. Diga-se de passagem que os produtos não são todos produzidos pelas mulheres da tribo, pois muitos você encontra idênticos por toda a Tailândia. Acho que é apenas um disfarce mesmo.

Sinceramente, me senti muito muito mal de ter ido a esse lugar e saí o mais rápido possível (infelizmente, o ingresso foi pago e o fazendeiro lucrou com nossa presença). Com certeza seria muito mais interessante conhecer essas mulheres em seu país de origem, onde são felizes e livres.

Ainda faltava muito tempo para o nosso voo então nosso guia nos levou para ver o King Cobra Show. Foi bom para passar o tempo, ver algumas cobras diferentes, mas só indico para quem realmente está com tempo sobrando.

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Por fim, visitamos mais alguns templos espalhados pela cidade. Ao final da tarde já estávamos exaustos e pedimos para o guia nos levar para o aeroporto antes do combinado.

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Minha impressão da cidade de Chiang Mai foi muito boa. Se eu tivesse mais alguns dias disponíveis, teria dedicado mais um dia inteiro à cidade e um dia para ir a Chiang Rai.

Vale a pena fazer aula de culinária, bamboo rafting, trilha de bike, passeio de quadriciclo, conhecer galerias de arte, aproveitar dos excelentes restaurantes.   Infelizmente, não tivemos dias suficientes no roteiro para fazer tudo e tivemos que fazer escolhas difíceis.

 

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2 comentários sobre “Chiang Mai – capital cultural e espiritual

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