Era um garoto que como eu … foi parar no Vietnã pra conhecer os Cu Chi Tunnels!

 

visto-vietna

Era um garoto
Que como eu!
Amava os Beatles
E os Rolling Stones
Girava o mundo
Mas acabou!
Fazendo a guerra
No Vietnã…

Sim, essa provavelmente é a primeira coisa que passa pela sua cabeça quando você pensa no Vietnã…

A guerra que durou  16 anos e fez com que o país fosse devastado e as pessoas só pensassem no cenário de guerra ao ouvir seu nome. Porém, esse país tem muito mais a oferecer aos turistas e convido vocês a descobrir um pouco mais comigo.

Para viajar ao Vietnã o turista brasileiro encontra algumas exigências a mais do que na maioria dos países do sudeste asiático.

Primeiro vou falar sobre a opção que eu escolhi: Visa On Arrival – Visto na chegada no país, que está disponível para quem chega no país de avião pelos aeroportos de Hanói e Ho Chi Minh (vi algo sobre Danang também, mas não tenho certeza) e exige uma “carta de apresentação”.

Na época que fomos, uma agência de turismo que eu tinha contratado para dois passeios fez tudo online por US5,00 ou US$10,00 por pessoa, nos mandou um e-mail com um formulário e nos orientou a apresentar esta carta de apresentação e 2 fotos tamanho passaporte na hora em que chegássemos na fila da imigração no aeroporto (se não tiver fotos, eles tiram na hora por US$5). Tudo certo, pagamos a “stamp fee” (taxa de carimbo) de US$20,00 por visto e voilá !

O problema foi que ficamos simplesmente 4 horas esperando todo esse processo… parece que estavam com algum problema no sistema, outros turistas que conhecemos na fila e que já tinham ido ao Vietnã falaram que não tinha tido problemas nas outras vezes e que a fila não costuma passar de 30 minutos/1 hora. Demos azar, fazer o que né?

Atualmente a Embaixada Brasileira indica duas agências para fazer esse pedido de visto: www.vietnam-visa.com e www.visa-vietnam.vn. Porém, são várias as agências que fazem esse serviço e elas cobram bem mais barato, como vocês podem ver ao pesquisar as taxas.

A segunda opção (obrigatória para quem vai entrar por meios terrestres!) é enviar seu passaporte para a Embaixada em Brasília. Faça o contato através do email embavina@yahoo.com. (sim, yahoo!, pode conferir no site da Embaixada Brasileira). Não escolhemos esse método porque resolvemos o roteiro um mês antes da viagem e ficamos com medo de demorar demais para devolverem o passaporte.

A terceira opção é solicitar o visto em qualquer Embaixada Vietnamita pelo mundo afora, mas aí você terá que ficar sem seu passaporte por cerca de 4 dias em solo estrangeiro…. essa opção só é boa para quem resolve o roteiro de última hora.

Os vistos custam entre US$20 e US$50,00 a depender do tempo de estadia e quantas vezes você pretende entrar e sair do país nesse período. Para o passaporte, é exigida validade superior a 6 meses para entrar no Vietnã, mas não são exigidas vacinas.

 Não se esqueça de registrar sua permanência em cada cidade, tal registro pode ser feito pelo hotel ou em uma delegacia.

Passado o perrengue para entrar no país, trocamos um pouco de dinheiro no aeroporto mesmo (na época US$50,00 equivalia a 1 milhão de dongs… brinquei em português que tínhamos ficamos “milionários” e a caixa ouviu e, em inglês, brincou de volta que, sim, éramos milionários…. Acho que estão acostumados com essa brincadeira! rsrs)

Pelo horário (quase 22h00), pelo cansaço e com a fome batendo, já não quisemos mais pegar transporte público, então dividimos um táxi com outros turistas para chegar próximo ao hotel. Tudo certo, até que deu errado de novo! rs Chegamos no hostel e descobrimos que ele estava lotado, mesmo apresentando nossa reserva para quarto duplo!

O pessoal do hostel falou que simplesmente não tinha vaga mais e que nos levariam para um “hotel irmão” (parceiro) que era da mesma qualidade. Era só o que faltava né? Chegamos no hotel, não era muito legal (vendo as fotos nos sites parece bem melhor do que é!), mas era numa rua super movimentada, teria um quarto só pra nós e café da manhã… e sairíamos de lá no outro dia as 07h00. Não valia a pena estressar naquele momento.

No hotel mesmo tinha uma mini agência de turismo e lá fechamos o único passeio que faríamos na cidade: Cu Chi Tunnels!

onibus  cu chi tunnels vietna.JPG

Recomendo chegar na cidade e negociar o pacote em qualquer agência de turismo, pois é um passeio simples e, normalmente, os hotéis redirecionam os turistas para as mesmas agências.

Em 2014 e fechando direto com o hotel, o tour custou algo em torno de US$7,00 por pessoa (em uma rápida pesquisa online vi que hoje o varia entre US$13,00 e US$20,00 a depender da empresa).

Logo cedo passaram pra nos pegar e fomos de ônibus para a região dos túneis, que fica cerca de 40 minutos do centro de Ho Chi Minh (antiga Saigon).

O ônibus era até bem “simpático” e refrigerado, mas era bem apertadinho para os padrões ocidentais.

laquear art factory tunnels vietna.jpgPrimeiro passamos em uma fábrica de artesanatos local que emprega apenas pessoas com deficiências físicas com sequelas decorrentes da guerra, seja porque estavam vivos na época e sofreram ferimentos, seja porque seus pais tiveram contato com o “gás laranja” e tiveram filhos com sequelas.

 Chegando no Cu Chi Tunnels o guia apenas pediu que todos os turistas que estavam no ônibus dele se esforçassem para ficar juntos porque passaríamos por vários outros grupos e para ele nós éramos “todos idênticos”. Claro que o pessoal morreu de rir, afinal, nós temos mania de achar que os asiáticos são todos iguais… rsrsrs

A primeira que coisa que aprendemos foi que os vietnamitas tinham recursos super limitados e tiveram que ser muito criativos para conseguir enganar e vencer seu inimigo.

Foram montadas todo tipo de armadilhas. Desde as mais simples até as mais complexas. Os vietnamitas utilizaram sua pequena estatura (em comparação com os ocidentais) para criar esconderijos minúsculos. Eu mesma custei a entrar nesse buraquinho e, se não me falha a memória, nenhum dos homens da excursão quis arriscar….

Chegamos aos túneis propriamente ditos… foi muito interessante perceber que eles montaram praticamente uma cidade subterrânea. Foram dezenas de quilômetros debaixo da terra para que eles pudessem se movimentar, articular e se proteger dos bombardeios. Confesso que, apesar de ter sido bem valente no primeiro esconderijo, não consegui entrar no túnel… isso porque percorreríamos pouquíssimos metros …

Ao final do tour, paramos para ver restos de bombas lançadas pelo exército americano e também para atirar com verdadeiras metralhadoras (a artilharia é cobrada a parte, salvo engano uns US10,00 ou US15,00 por pessoa e é pago na hora).

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Carcaças de bombas americanas lançadas em solo vietnamita

Na saída dos túneis, passamos por uma lojinha de souvenirs e, claro, tiramos uma foto com os tradicionais chapéus vietnamitas.

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Retornamos para a cidade de Ho Chi Minh e o motorista nos deixou próximo ao Museu de Memórias da Guerra. Antes de seguirmos o passeio, paramos em um pequeno restaurante onde fizemos a refeição mais barata de toda a viagem: dois yakisobas e dois refrigerantes por apenas US5,00!

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O Museu de Memórias da Guerra é, como o nome já indica, dedicado à preservar a história da guerra que assolou o país. O Museu é mantido pelo próprio governo e é super acessível (apenas US1,00).

O prédio onde fica o museu era uma antiga base de Administração do Governo Americano e lá tem desde aviões e tanques da época da guerra até aparatos de tortura utilizados pelos soldados americanos, passando por fotos e objetos antigos.

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Essa gaiola mede apenas 1,8m X 0,75m X 0,4m e tinha “capacidade” para até 3 prisioneiros vietnamitas.

Achei super interessante conhecer a versão vietnamita da guerra, afinal, aprendemos basicamente a versão americana nas escolas brasileiras.

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Claro que deve haver exageros e distorções em ambas as versões, mas não há como negar que várias atrocidades ocorreram e que milhares de pessoas tiveram suas vidas totalmente destruídas por causa da guerra.

Passar pelas galerias de tortura e pelas galerias de foto  tornam as histórias que vemos em filmes e livros muito mais reais e realmente  me marcaram. Recomendo a visita a quem passar por Ho Chi Minh.fotos-war-remnant-museum-ho-chi-minh-vietnaVoltamos caminhando para o hotel e presenciamos uma das cenas mais inusitadas de nossas vidas: o trânsito vietnamita.

Infelizmente perdi minhas gravações, como já contei em outro post, mas vou colocar um link de um vídeo que ilustra perfeitamente o caos mais organizado que já vi!

Explicar apenas com palavras é praticamente impossível. É um mar de motos e carros, pessoas, etc tudo convivendo pacificamente, nas ruas e também nas calçadas (as motos andam livremente pelas calçadas).

O mais interessante é que tudo dá certo, pois a velocidade dos veículos é muito baixa. E o segredo é simplesmente criar coragem e começar a atravessar a rua: desde que você continue seguindo para a outra calçada, os veículos vão desviar de você. Veja dicas de como atravessar as ruas aqui.

Encerramos, assim, nossa curtíssima passagem pela cidade de Ho Chi Minh.

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6 comentários sobre “Era um garoto que como eu … foi parar no Vietnã pra conhecer os Cu Chi Tunnels!

  1. Oi Carol! Td bem?
    É a Gi, amiga da Liza…..precisamos marcar um dia pra sair e conversar sobre viagens! rsrs
    Seguinte, não consegui nenhuma companhia pra ir comigo nem pro Egito, nem pra Jordânia. Resultado: Vou para Ásia de novo! Nem fui ainda na minha primeira viagem, e já vou voltar kkkkkk
    É porque no meu roteiro que eu vou no final do ano, eu tive que fazer vários cortes, daí em dezembro só vou para Bangkok, Railay Beach, Koh Phi Phi, Krabi e Siem Reap. Ou seja, só Tailândia e Camboja!
    Daí tudo que ficou de fora nesse roteiro de final do ano, eu resolvi jogar para Maio de 2017: Chiang Mai, Luang Prabang, Hanói, Halong Bay, Singapura, Koh Samui, Bangkok again……e mesmo assim ainda faltou lugares hehehe
    Fiquei feliz no seu último post, que dizia pra deixar o Camboja por último, pois é isso que vou fazer nesse meu primeiro roteiro: primeiro Bangkok, depois praias, e por último Siem Reap!
    Tô com uma dúvida sobre os templos: precisa ir com toda a perna coberta, ou sendo abaixo do joelho tá bom? Porque tenho uma canga, mas testei, e fica tipo uma saia mid (vai até depois dos joelhos, mas fica com as canelas de fora), será que rola de entrar nos templos, ou eles vão encrencar? E para homem, pode ir de bermuda, ou tem que ser de calça comprida também?
    Adorei seu blog, peço atualização diária, principalmente dos destinos asiáticos hehe
    Bjs

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    1. Oi Gi! Obrigada pela visita e pelo comentário.

      Olha, confesso que depois de ter ido pra Ásia eu só tinha vontade de voltar pra Ásia, nenhum outro lugar do mundo me interessava. Infelizmente o destino me levou a fazer outras viagens e não consegui voltar, então você faz bem de marcar duas viagens pra lá e garantir que vai conseguir explorar pelo menos um milésimo do que aquela região tem a oferecer…

      E que bom que vc conseguiu deixar o Camboja por último, infelizmente eu já tinha reservado tudo quando minha amiga chegou de lá e me deu essa dica. Você não vai se arrepender….

      Sobre os templos, essa sua canga que faz as vezes de saia mid já é suficiente! Basta cobrir joelhos e ombros que fica tudo ok, então homem pode ir de bermuda sim (no Brasil os homens já usam bermuda no joelho msm então é bem tranquilo). Ngm fica medindo milimetricamente, mas como a maioria dos turistas leva roupas curtas por causa do calor é bom tomar essa precaução de ter a canga na bolsa…. Ter que comprar coisa por preços extorsivos na porta de templo não é legal!

      Acho que vou conseguir terminar de postar tudo sobre a Ásia antes de você viajar, mas se tiver qualquer pergunta específica pode perguntar, tá?

      Bjbj

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