Museu dos Andes

Começar a escrever um post sobre a viagem é a parte mais difícil, afinal, as idéias são tantas e tenho que escolher um único caminho a seguir. Ao invés de passar o roteiro completo que fiz, resolvi, primeiro, contar sobre minhas atrações preferidas na cidade.

IMG_20160809_155036798Muitos já devem ter ouvido falar em um acidente aéreo ocorrido na Cordilha dos Andes em 1972. Um avião da Força Aérea Uruguaia saiu de Montevidéu em 13 de outubro de 1972 com 45 pessoas a bordo, sendo a maioria jogadores de Rubgy que fariam um jogo amistoso no Chile e, devido ao mau tempo, foi necessário pousar em Mendoza, Argentina, por um dia e depois seguir viagem, colidindo com a Cordilheira dos Andes.

Apesar do grande impacto, 29 pessoas sobreviveram e tiveram que se organizar para utilizar o pouco material restante do acidente para lutar contra o frio, a fome e a sede enquanto aguardavam equipes de resgate.

Apesar dos esforços, os sobreviventes não conseguiram estabelecer um meio de comunicação com o mundo e, através de um pequeno rádio, os passageiros tiveram a triste notícia de que as buscas haviam sido encerradas após o oitavo dia do acidente. Foi então que resolveram que a única forma de serem encontrados seria explorar a montanha e sair dela para obter resgate.

Os passageiros foram criativos e habilidosos para sobreviver a uma avalanche, fome, frio de até – 30 º C e sede, e criaram sacos de dormir, óculos e roupas com peças recuperadas.

Após seguirem inicialmente na direção errada por alguns dias, 2 passageiros desceram a montanha e, no 70º dia após o acidente, conseguiram fazer contato com uns “huasos” que estavam do outro lado do rio e solicitar ajuda.

Os “huasos” então primeiro prosseguiram a cavalo e depois de carona em um caminhão até uma estação de polícia para informar as autoridades que haviam encontrado alguns sobreviventes do desastre aéreo. Finalmente, após 72 dias dias, 16 passageiros foram resgatados com vida em 23 de dezembro de 1972.

E é essa história, com ricos detalhes, incluindo diversos objetos e fotos originais e depoimentos de sobreviventes, que você encontrará no Museu dos Andes.

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O acervo está todo em espanhol e inglês, mas há um filme com legenda em português e o curador da obra é um senhor muito simpático que fala diversas línguas, inclusive português, estando super disponível para melhorar sua experiência no museu.

O Museu fica localizado na Ricon 619, bem no início da Cidade Velha, entre as Plazas Independencia e Matriz. O ingresso custou (em agosto de 2016) 200 pesos e os horários de visitação são de segunda a sexta das 10h00 às 17h00 e aos sábados das 10h00 às 15h00. Tempo médio de visitação de 1 a 3 horas (confesso que gastei 2h30 e adorei cada minuto!)

Recomendo muito a visita ao Museu dos Andes!

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